Hoje é 30/09/14 - Dia da Bíblia; Dia da Navegação; Dia da Secretária; Dia do Churrasqueiro; Dia do Jornaleiro; Dia Internacional do Tradutor;

Bregareia - Festival Brasileiro da Cachaça e da Rapadura

Atrações

XIV Bregareia - 2013

Periodo: 27 a 29 de setembro de 2013

27 28 29
Triangulo Amoroso
Reginaldo Rossi
Paulo Márcio
Almir Santana
Roberto Muller
Kamilo Faich
Zé Ribeiro
 Triangulo Amoroso
Daniel Dantas
Vinícius & Sobral
Edel Reis,
Turma do Ratinho
Agnaldo Timotéo
Adylson Ramos
Fernando Mendes
Gilliard
Carlos Alexandre Jr.
 Roberto Alexandre
Ruan
Nelson Roberto
Triangulo Amoroso
Leonardo Sulivan
Turma do Ratinho
Carlos André
Barto Galeno
Genival Santos
Espelho de Motel
Zezo

 

1º Areia Fest - 2009

Periodo: 25 a 27 de setembro de 2009

25 26 27
Pele Morena
Karkará
Sirano e Sirino
Brilho da Paixão
Forró da Galega
Banda Voo Livre
Geraldo Azevedo
Gilliard
Zezo
NaLLevada
Forró VIP
Cinzeiro de Motel
Capim Cubano
Luará

 

XII Bregareia - 2008

Periodo: 26 a 28 de setembro de 2008

26 27 28
Zezo
Labaredas
José Orlando
Cinzeiro de Motel
Reginaldo Rossi
Paulo Márcio

 

XI Bregareia - 2007

Periodo: 9 a 11 de novembro de 2007

9 10 11
Roberto Alexandre
José Ribeiro
Banda Caronas do Opala
Tairone Cigano
Kelvis Duran
Banda Omelete
Banda Cinzeiro de Motel
Conde e Banda Só Brega
Banda Labaredas
Genival Santos
Reginaldo Rossi
Zé Orlando
Banda Vôo Livre
Tinho & Banda

 

X Bregareia - 2006

Periodo: 22 a 24 de setembro de 2006

22 23 24
Abertura Oficial
Roberto Alexandre
Banda Vôo Livre
Gilliard
José Orlando
Carlos André
Genival Santos
José Ribeiro
Fernando Mendes
Banda Fogo na Roupa
Diney Alves
Banda Só Brega
Adilson Ramos
Banda Labaredas

 

IX Bregareia - 2005

Periodo: 23 a 25 de setembro de 2005

23 24 25
Abertura Oficial
Gilliard
Carlos André
José Ribeiro
A ltamir Nascimento
Banda Só Brega
Fernando Mendes
Luis e Leal
Bartô Galeno
Luiz e Leal
Roberto Alexandre
Banda Só Brega
Reginaldo Rossi
Zezo
Genival Santos
Banda Só Brega
Banda Omelete

 

VIII Bregareia - 2004

Periodo: 24 a 26 de setembro de 2004

24 25 26
Natan Rossy e Banda
Marcos Adriano
Gilliard
Banda Só Brega
Leonardo
Carlos André
Nilton Cézar
Luiz e Leal
Banda Só Brega
Roberto Alexandre
Augusto César
Fernando Mendes
Banda Só Brega

 

VII Bregareia - 2003

Periodo: 26 a 28 de setembro de 2003

26 27 28
Adilson Ramos
Natan Rossi
Marcos Adriano
Balanço do Brega
Genival Santos
Fernando Mendes
Carlos André
José Ribeiro
Labaredas
Roberto Alexandre
Luis & Leal
Giliard
Balanço do Brega
Bartô Galeno

 

VI bregareia - 2002

Periodo: 27 a 29 de setembro de 2002

27 28 29
Balanço do Brega
Adilson Ramos
Balthazar
CARLOS ANDRÉ
Balanço do Brega
Marcos Adriano
José Ribeiro
José Augusto
Genival Santos
Balanço do Brega
Natan rossi
Roberto Muller
Labaredas
Lindomar Castilho
Balanço do Brega

 

V bregareia - 2001

Período: 28 a 30 de setembro de 2001

28 29 30
Lindomar Castilho
Adilson Ramos
Genival Santos
Carlos André
Baltazar
Roberto Müller
Odair José
Fernando Mendes
Zé Ribeiro
Edel Reis

 

IV Bregareia - 2000

Período: 22 a 24 de setembro de 2000

22 23 24
Waldick Soriano
Carlos Alexandre Jr.
Baltazar
Lairton e seus Teclados
Sidney Magal
Zé Ribeiro
Rob e Rick
Genival Santos
Edel Reis
Reginaldo Rossi
Fernando Mendes
Reinam Duarte
Roberto Müller
Evaldo Freire
Elino Julião
Amado Batista

 

III Bregareia - 1999

Período: 24 a 26 de setembro de 1999

II Bregareia - 1998

Período: 25 a 27 de setembro de 1998.

25 26 27
Adilson Ramos
Tarcisio Andrade
Reginaldo Rossi
Edel Reis
Paulo Márcio
Maurício Reis
Waldick Soriano
Evaldo Freire
Kamilo Faion
Falcão
Paulo Morais
José Ribeiro
Fernando Lélis
Bartô Galeno
Augusto César
Roberto Müller
Luis Carlos Magno
Genival Santos
Amado Batista

 

I Bregareia - 1997

Período: Não Informado.

Gincana

A Gincana Cultural (que bem poderia ser chamada de Gincana Cachaçal) consiste em 10 provas de habilidade e resistência. Após cada prova, o participante tem de tomar um copo pequeno com cachaça. Ao final da gincana, a maioria dos participantes está ébria e o próprio vencedor quase não se sustenta em pé. O vencedor da gincana tem direito a um prêmio. Em 2001 o maior bebedor de cachaça do Brasil recebeu de prêmio uma TV 20 polegadas. Há ainda prêmios para o 2º e 3º colocados.

As provas são as mais exóticas possíveis: colocar uma linha numa agulha, transpor um rio imaginário, carregar um peso de um local para outro, correr com uma colher e um ovo dentro sem deixar cair, etc. cada etapa tem uma pontuação e ganha o prêmio aquele bebedor que somar o maior número de pontos e, é claro, que conseguir beber "todas".

 

Bar do Chifre

 Representante autêntico da dor de cotovelo e dos "cornos", o Bar do Chifre que é decorando com chifre de boi e veado, é o local mais freqüentado pelos turistas que visitam a cidade de Areia durante a semana do Festival Brasileiro da Cachaça e Rapadura.

Bar do Chifre


Lá o turista pode se deleitar com a autêntica "cachaça de cabeça", o "pau dentro" ou mesmo uma "catuaba". Os tira-gostos são os mais variados da cidade: "jia", "cobra", "tripa de porco", "caldo de peixe", "peba", "tatu", um bagre de jaca, um pedaço de manga, laranja, carambola, jabuticaba ou pitomba que são frutas típicas da região. É obrigatório tocar "o sino" para entrar no Bar do Chifre.

O cliente ao chegar à porta do bar toca o sino e pede permissão para entrar. O dono do bar - Seu Basto - responde: "entra e escolhe o teu (chifre) porque o meu já está reservado".

Areia/PB

Sertão de Bruxaxá, este foi o primeiro nome dado ao povoado que surgiu na encosta oriental da Serra da Borborema (a 618 metros de altitudes, em relação ao nível do mar), ponto estratégico que servia de apoio para os boiadeiros e tropeiros que vinham do Sertão com destino ao comércio do litoral paraibano no final do século XVII, depois veio Brejo D`Areia, devido a um riacho que se destacava pelos bancos de areia alvíssimas. E, finalmente, Areia.

A cidade existe oficialmente desde 30 de agosto de 1818. Só em 18 de maio de 1846 Areia foi emancipada politicamente. Areia foi a primeira cidade do Brasil a abolir a escravidão, embora os negros fizessem parte da estrutura econômica da região, já que a agricultura do município era basicamente voltada para a produção dos derivados da cana-de-açúcar. Através de uma campanha promovida por dois abolicionista: Manoel da Silva e Rodolfo Pires, a cidade libertou o último escravo em 03 de maio de 1888.

Areia já foi o maior município do brejo paraibano, vindo à assumir expressão econômica durante o século XVIII, através da cultura do algodão. Participou efetivamente de vários episódios revolucionários, como a eclosão da Revolução Pernambucana em 1817. Em 1824, participou juntamente com os pernambucanos da Confederação do Equador. Na revolução Praeira tornou a Paraíba o foco das atenções principais. Em1873, as ruas da cidade tornaram-se cenários da revolta dos Quebra-Quilos, durante dois anos.
Areia também tem como referências, o pintor Pedro Américo; José Américo de Almeida, ex-governador da Paraíba; Dom Adauto de Miranda Henriques, 1º arcebispo da Paraíba; Elpídio de Almeida, médico e ex-prefeito de Campina Grande; Álvaro Machado, fundador do Jornal A União; e muitos outros.

Areia – Patrimônio Histórico Nacional

“No pendor oriental da serra da Borborema, e não muito longe das deliciosas veigas que banha o rio Paraíba, está assentada a modesta e graciosa Areia. Edificada no dorso de uma das ferocíssimas colinas que, juntas formam um como imenso barrocal e começando das planícies marítimas vão se elevando pouco e pouco até as maiores altura daquela serra, ela descortina por todos os lados,e maiormente pelo do sul, até perdê-los em horizonte mais que diáfano, os tortuosos lombos das penedias adjacentes, ora cingidos pelos úmidos e verdes baixios dos brejos, ora rodeados das alvas areias, ou ainda das gândaras fragosas que, continuando-se até além da parte mais equatorial da cordilheira do Apody, vão formar os ardentes sertões do Ceará.

De contínuo banhada pelos ventos irregulares das bandas do mar, que fica-lhe a mais de vinte léguas ao oriente, sob um céu transparente e de cor interessantíssima, cingida de um verdadeiro Éden de robusta vegetação, Areia impressiona menos aos estrangeiros pelos seus habitantes, cujos costumes são simples e brando, pelo seu clima temperado e saudável, pelos seus frutos suculentos e saborosos, do que pelas formosuras de suas mulheres, freqüentemente louras, pela sua tendência à elegância e ao progresso, e, principalmente, pela sua situação geológica, eminentemente própria para desenvolver a sensibilidade e melancolia.

A vida passada na plácida Areia é, com efeito, triste e monótona, Quase invariavelmente iguais às noites em duração, os dias são ali frigidíssimos e sombrios durante o inverno, e no verão radiantes e alegres. Nesta estação, quando o sol, transpondo as últimas assomadas dos mais altos montes do Crumatahú, vai atufar-se nos vapores do ocidente, o céu reveste sucessivamente as mais brilhantes cores do arco-íris. É a hora em que irradiação sideral começa a refrescar a terra, e principia o mugido dos ventos impacientes da noite. Então a luz avermelhada o poente, resvalando pelo cimo das mais altas fragas, encontra perpendicularmente os muros das pequenas habitações de Areia, e presta-lhes, quando considerados de longe, o aspecto de um desses castelos da idade média, cujos tetos ameiados refletiam até o amanhecer os fogos das atalaias noturnas. E esse efeito é completado por uma gameleira gigantesca, que se ergue na parte mais alta da cidade, formando uma espécie de mole escura e quadrangular, semelhante a torre antiga, vestida de musgo, ou denegrida pelo roçar dos séculos.

Cinco minutos depois apagam-se os derradeiros esplendores diurnos, e aos astros da noite derramam sobre a terra a claridade dos seus raios de estanho. Não obstante o albor das nebulosas e cintilar das grandes constelações do firmamento tropical, ou o clarão da luz zodiacal, que sucede imediatamente aos fulgores solares, e que só por si bastaria para reduzir a noite a um simples crepúsculo, Areia é então soturna e tétrica se, todavia, os raios da lua, mais claros ali do que nas planícies orientais da província, lhe não vierem prestar seu pálido brilho. Sem nenhuma das distrações noturnas próprias dos grandes centros de população, sua vida parece estancar com o cair do dia, para recobrar alento aos primeiros alvares da ante-manhã, e tornar a extinguir-se com o sopro do último zéfiro da tarde seguinte.

No outono, as tardes ainda são serenas; porém quando chega o inverno tornam-se tão aterradoras, que os habitantes de Areia nem por sonho ousam sair de suas casas. É a estação dos relâmpagos ofuscantes, dos trovões medonhos, das ventanias arrasadoras e das chuvas torrenciais. Às vezes as nuvens caminham pelo céu do ocidente para o oriente, isto é, contrariamente à sua marcha ordinária: os areienses dizem então que elas marcham em “recuada”, e acautelam-se como se estivessem contemplando a fuga de um exército derrotado. É que a tempestade não tarda, e a tempestade naquelas altitudes é como o ciclone que arranca as árvores, arrasa os plantios derruba os muros, suspende o despenhar das torrentes e esboroa os visos das montanhas. Quando ela passa, deixa revolvidos os canaviais, inundado os vales e as planícies, transformados os ribeiros em rios caudalosos, abertos algares na terra, despojadas as árvores dos seus frutos e das suas folhas, e recolhidas ao seus antros as feras assombradas. Há ali noites de inverno em que as cabras, reunidas em banhados, vem berrar nas frentes das casas, como se pedissem socorro; os touros, fugindo de suas agrestes malhadas atravessam as ruas urrando desesperadamente; os gatos miam e pinoteiam sob a influência da eletricidade decomposta em seus nervos e acumulada em sua pele; e, finalmente,os mochos e os morcegos, deslumbrados do relampejar incessante, abatem-se pelos telhados e crocitam atônitos até passar a tormenta.

(Pedro Américo: O Holocausto,1882, Florença,Itália)

Fotos