Hoje 06/12/21

Bregareia - Festival Brasileiro da Cachaa e da Rapadura

Atraes

12/12/2014 - Natan Rossi, Balthazar, Fernando Mendes, Adilson Ramos, Roberto Alexandre, Daniel Dantas e Banda Triangulo Amoroso
13/12/2014 - Cowboy do Brega, José Orlando, Altomir Nascimento, Sandro Rogério, Banda Brega e Você, Roberto MUller, Banda The rossi, Gilliard, Edel Reis e Kamilo Faion
14/12/2014 - Gincana da Cachaça, Show de Calouros, Triângulo Amoroso, Vinícius & Sobral, Falcão, Almir Santana, Mira Maya, Carlos André, Agnaldo Timóteo, Paulo Márcio, Carlos Alexandre Jr. e Banda Labaredas

27/09/2013 - Triangulo Amoroso, Reginaldo Rossi, Paulo Márcio, Almir Santana, Roberto Muller, Kamilo Faich e Zé Ribeiro
28/09/2013 - Triangulo Amoroso, Daniel Dantas, Vinícius & Sobral, Edel Reis, Turma do Ratinho, Agnaldo Timotéo, Adylson Ramos, Fernando Mendes, Gilliard e Carlos Alexandre Jr
29/09/2013 - Roberto Alexandre, Ruan, Nelson Roberto, Triangulo Amoroso, Leonardo Sulivan, Turma do Ratinho, Carlos André, Barto Galeno, Genival Santos, Espelho de Motel e Zezo

25/09/2009 - Pele Morena, Karkará e Sirano e Sirino
26/09/2009 - Brilho da Paixão, Forró da Galega, Banda Voo Livre, Geraldo Azevedo e Gilliard
27/09/2009 - Zezo, NaLLevada, Forró VIP, Cinzeiro de Motel, Capim Cubano e Luará

26/09/2008 - Zezo e Labaredas
27/09/2008 - José Orlando e Cinzeiro de Motel
28/09/2008 - Reginaldo Rossi e Paulo Márcio

09/11/2007 - Roberto Alexandre, José Ribeiro, Banda Caronas do Opala e Tairone Cigano
10/11/2007 - Kelvis Duran, Banda Omelete, Banda Cinzeiro de Motel, Conde e Banda Só Brega, Banda Labaredas e Genival Santos
11/11/2007 - Reginaldo Rossi, Zé Orlando, Banda Vôo Livre e Tinho & Banda

22/09/2006 - Roberto Alexandre, Banda Vôo Livre, Gilliard e José Orlando
23/09/2006 - Carlos André, Genival Santos, José Ribeiro, Fernando Mendes e Banda Fogo na Roupa
24/09/2006 - Diney Alves, Banda Só Brega, Adilson Ramos e Banda Labaredas

23/09/2005 - Gilliard, Carlos André, José Ribeiro, A ltamir Nascimento e Banda Só Brega
24/09/2005 - Fernando Mendes, Luis e Leal, Bartô Galeno, Luiz e Leal, Roberto Alexandre e Banda Só Brega
25/09/2005 - Reginaldo Rossi, Zezo, Genival Santos, Banda Só Brega e Banda Omelete

24/09/2004 - Natan Rossy e Banda, Marcos Adriano, Gilliard e Banda Só Brega
25/09/2004 - Leonardo, Carlos André, Nilton Cézar, Luiz e Leal e Banda Só Brega
26/09/2004 - Roberto Alexandre, Augusto César, Fernando Mendes e Banda Só Brega

26/09/2003 - Adilson Ramos, Natan Rossi, Marcos Adriano e Balanço do Brega
27/09/2003 - Genival Santos, Fernando Mendes, Carlos André, José Ribeiro e Labaredas
28/09/2003 - Roberto Alexandre, Luis & Leal, Giliard, Balanço do Brega e Bartô Galeno

27/09/2002 - Balanço do Brega, Adilson Ramos, Balthazar e Carlos André
28/09/2002 - Marcos Adriano, José Ribeiro, José Augusto, Genival Santos e Balanço do Brega
29/09/2002 - Natan Rossi, Roberto Muller, Labaredas, Lindomar Castilho e Balanço do Brega

28/09/2001 - Lindomar Castilho, Adilson Ramos, Genival Santos e Carlos André
29/09/2001 - Baltazar, Roberto Müller e Odair José
30/09/2001 - Fernando Mendes, Zé Ribeiro e Edel Reis

22/09/2000 - Waldick Soriano, Carlos Alexandre Jr., Baltazar e Lairton e seus Teclados
23/09/2000 - Sidney Magal, Zé Ribeiro, Rob e Rick, Genival Santos, Edel Reis e Reginaldo Rossi
24/09/2000 - Fernando Mendes, Reinam Duarte, Roberto Müller, Evaldo Freire, Elino Julião e Amado Batista

Período: 24 a 26 de setembro de 1999

25/09/1998 - Adilson Ramos, Tarcisio Andrade, Reginaldo Rossi, Edel Reis e Paulo Márcio
26/09/1998 - Maurício Reis, Waldick Soriano, Evaldo Freire, Kamilo Faion, Falcão, Paulo Morais e José Ribeiro
27/09/1998 - Fernando Lélis, Bartô Galeno, Augusto César, Roberto Müller, Luis Carlos Magno, Genival Santos e Amado Batista

Período: Não Informado.

Gincana

A Gincana Cultural (que bem poderia ser chamada de Gincana Cachaal) consiste em 10 provas de habilidade e resistncia. Aps cada prova, o participante tem de tomar um copo pequeno com cachaa. Ao final da gincana, a maioria dos participantes est bria e o prprio vencedor quase no se sustenta em p. O vencedor da gincana tem direito a um prmio. Em 2001 o maior bebedor de cachaa do Brasil recebeu de prmio uma TV 20 polegadas. H ainda prmios para o 2 e 3 colocados.

As provas so as mais exticas possveis: colocar uma linha numa agulha, transpor um rio imaginrio, carregar um peso de um local para outro, correr com uma colher e um ovo dentro sem deixar cair, etc. cada etapa tem uma pontuao e ganha o prmio aquele bebedor que somar o maior nmero de pontos e, claro, que conseguir beber "todas".

 

Bar do Chifre

 Representante autntico da dor de cotovelo e dos "cornos", o Bar do Chifre que decorando com chifre de boi e veado, o local mais freqentado pelos turistas que visitam a cidade de Areia durante a semana do Festival Brasileiro da Cachaa e Rapadura.

Bar do Chifre


L o turista pode se deleitar com a autntica "cachaa de cabea", o "pau dentro" ou mesmo uma "catuaba". Os tira-gostos so os mais variados da cidade: "jia", "cobra", "tripa de porco", "caldo de peixe", "peba", "tatu", um bagre de jaca, um pedao de manga, laranja, carambola, jabuticaba ou pitomba que so frutas tpicas da regio. obrigatrio tocar "o sino" para entrar no Bar do Chifre.

O cliente ao chegar porta do bar toca o sino e pede permisso para entrar. O dono do bar - Seu Basto - responde: "entra e escolhe o teu (chifre) porque o meu j est reservado".

Areia/PB

Serto de Bruxax, este foi o primeiro nome dado ao povoado que surgiu na encosta oriental da Serra da Borborema (a 618 metros de altitudes, em relao ao nvel do mar), ponto estratgico que servia de apoio para os boiadeiros e tropeiros que vinham do Serto com destino ao comrcio do litoral paraibano no final do sculo XVII, depois veio Brejo D`Areia, devido a um riacho que se destacava pelos bancos de areia alvssimas. E, finalmente, Areia.

A cidade existe oficialmente desde 30 de agosto de 1818. S em 18 de maio de 1846 Areia foi emancipada politicamente. Areia foi a primeira cidade do Brasil a abolir a escravido, embora os negrosfizessem parte da estrutura econmica da regio, j que a agricultura do municpio era basicamente voltada para a produo dos derivados da cana-de-acar.Atravs de uma campanha promovida por dois abolicionista: Manoel da Silva e Rodolfo Pires, a cidade libertouo ltimo escravo em 03 de maio de 1888.

Areia j foi o maior municpio do brejo paraibano, vindo assumir expresso econmica durante o sculo XVIII, atravs da cultura do algodo. Participou efetivamente de vrios episdios revolucionrios, como a ecloso da Revoluo Pernambucana em 1817. Em 1824, participou juntamente com os pernambucanos da Confederao do Equador. Na revoluo Praeira tornou a Paraba o foco das atenes principais. Em1873, as ruas da cidade tornaram-se cenrios da revolta dos Quebra-Quilos, durante dois anos.
Areia tambm tem como referncias, o pintor Pedro Amrico; Jos Amrico de Almeida, ex-governador da Paraba; Dom Adauto de Miranda Henriques, 1 arcebispo da Paraba; Elpdio de Almeida, mdico e ex-prefeito de Campina Grande; lvaro Machado, fundador do Jornal A Unio; e muitos outros.

Areia Patrimnio Histrico Nacional

No pendor oriental da serra da Borborema, e no muito longe das deliciosas veigas que banha o rio Paraba, est assentada a modesta e graciosa Areia. Edificada no dorso de uma das ferocssimas colinas que, juntas formam um como imenso barrocal e comeando das plancies martimas vo se elevando pouco e pouco at as maiores altura daquela serra, ela descortina por todos os lados,e maiormente pelo do sul, at perd-los em horizonte mais que difano, os tortuosos lombos das penedias adjacentes, ora cingidos pelos midos e verdes baixios dos brejos, ora rodeados das alvas areias, ou ainda das gndaras fragosas que, continuando-se at alm da parte mais equatorial dacordilheira do Apody, vo formar os ardentes sertes do Cear.

De contnuo banhada pelos ventos irregulares das bandas do mar, que fica-lhe a mais de vinte lguas ao oriente, sob um cu transparente e de cor interessantssima, cingida de um verdadeiro den de robusta vegetao, Areia impressiona menos aos estrangeiros pelos seus habitantes, cujos costumes so simples e brando, pelo seu clima temperado e saudvel, pelos seus frutos suculentos e saborosos, do que pelas formosuras de suas mulheres, freqentemente louras, pela sua tendncia elegncia e ao progresso, e, principalmente, pela sua situao geolgica, eminentemente prpria para desenvolver a sensibilidade e melancolia.

A vida passada na plcida Areia , com efeito, triste e montona, Quase invariavelmente iguais s noites em durao, os dias so ali frigidssimos e sombrios durante o inverno, e no vero radiantes e alegres. Nesta estao, quando o sol, transpondo as ltimas assomadas dos mais altos montes do Crumatah, vai atufar-se nos vapores do ocidente, o cu reveste sucessivamente as mais brilhantes cores do arco-ris. a hora em que irradiao sideral comea a refrescar a terra, e principia o mugido dos ventos impacientes da noite. Ento a luz avermelhada o poente, resvalando pelo cimo das mais altas fragas, encontra perpendicularmente os muros das pequenas habitaes de Areia, e presta-lhes, quando considerados de longe, o aspecto de um desses castelos da idade mdia, cujos tetos ameiados refletiam at o amanhecer os fogos das atalaias noturnas. E esse efeito completado por uma gameleira gigantesca, que se ergue na parte mais alta da cidade, formando uma espcie de mole escura e quadrangular, semelhante a torre antiga, vestida de musgo, ou denegrida pelo roar dos sculos.

Cinco minutos depois apagam-se os derradeiros esplendores diurnos, e aos astros da noite derramam sobre a terra a claridade dos seus raios de estanho. No obstante o albor das nebulosas e cintilar das grandes constelaes do firmamento tropical, ou o claro da luz zodiacal, que sucede imediatamente aos fulgores solares, e que s por si bastaria para reduzir a noite a um simples crepsculo, Areia ento soturna e ttrica se, todavia, os raios da lua, mais claros ali do que nas plancies orientais da provncia, lhe no vierem prestar seu plido brilho. Sem nenhuma das distraes noturnas prprias dos grandes centros de populao, sua vida parece estancar com o cair do dia, para recobrar alento aos primeiros alvares da ante-manh, e tornar a extinguir-se com o sopro do ltimo zfiro da tarde seguinte.

No outono, as tardes ainda so serenas; porm quando chega o inverno tornam-se to aterradoras, que os habitantes de Areia nem por sonho ousam sair de suas casas. a estao dos relmpagos ofuscantes, dos troves medonhos, das ventanias arrasadoras e das chuvas torrenciais. s vezes as nuvens caminham pelo cu do ocidente para o oriente, isto , contrariamente sua marcha ordinria: os areienses dizem ento que elas marcham em recuada, eacautelam-se como se estivessem contemplando a fuga de um exrcito derrotado. que atempestade no tarda, e a tempestade naquelas altitudes como o ciclone que arranca as rvores, arrasa os plantios derruba os muros, suspende o despenhar das torrentes e esboroa os visos das montanhas. Quando ela passa, deixa revolvidos os canaviais, inundado os vales e as plancies, transformados os ribeiros em rios caudalosos, abertos algares na terra, despojadas as rvores dos seus frutos e das suas folhas,e recolhidas ao seus antros as feras assombradas. H ali noites de inverno em que as cabras, reunidas em banhados, vem berrarnas frentes das casas, como se pedissemsocorro; os touros, fugindo de suas agrestes malhadas atravessam as ruas urrando desesperadamente; os gatos miam e pinoteiam sob a influncia da eletricidade decomposta em seus nervos e acumulada em sua pele; e, finalmente,os mochos e os morcegos, deslumbrados do relampejar incessante,abatem-se pelos telhados e crocitam atnitos at passar a tormenta.

(Pedro Amrico: O Holocausto,1882, Florena,Itlia)

Fotos